Nov 15

Crise pra todo lado

Não se fala em outro assunto, a não ser a crise instalada na F1, depois das equipes consideradas pequenas não participarem no GP Brasil, e durante o evento a Marússia decretar falência, agravando ainda mais o quadro em que se encontra a categoria principal do automobilismo mundial.

Depois do chefão da F1 declarar de forma polêmica que a F1 não precisa mais conquistar novos fãs, as equipes trataram de forma curiosa e criativa responder ao principal alvo da crise que passa a categoria.

Depois de receber duras críticas por não estar mais vencendo campeonatos a escuderia italiana tratou de mostrar ao promotor que sua geração de torcedores tem se renovado constantemente: “A nova geração de torcedores da Ferrari está chegando!”

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A McLaren postou em sua rede social a foto de um torcedor mirim totalmente vestido com cores da equipe inglesa, onde tinha como legenda: “No caso de vocês estarem imaginando… amamos as mídias sociais e também nossos fãs jovens.”

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Mercedes e Lotus também se manifestaram de forma irônica contra o chefão da crise.

 

 

Mar 28

Quem pagar entra!

Quem dá mais?! A McLaren vive um momento de um verdadeiro banner ambulante pela falta de um patrocinador master disposto a pagar uma alta quantia num time que há um bom tempo não sabe o que é disputar o título e pior, figura no pelotão intermediário.

Marca "esso"estampada na pesagem do carro

Marca “esso”estampada na pesagem do carro

No GP de abertura da temporada, o carro do time Inglês exibia a marca do famoso lubrificante Mobil, que deve ter tido um satisfatório resultado pela visibilidade dos carros na corrida – tendo em vista o pódio de Magnussen e a terceira posição que caiu no colo de Button. Imagino que, por se tratar de uma equipe atravessanado, desde 2008, um jejum, a marca deve ter pago uma pechincha para tal exibição e, na certa, não contavam com o feito do time no primeiro GP. A pergunta é, será que a “Esso” pagou mais caro pela promessa de uma repetição de boa apresentação? Não sabemos. Mas que deve ter gente lá atrás com um “Martini” na mão se perguntando se investiu no time certo, isso deve!

 

Jaderson S.

Mar 19

Fim do Blefe

Fim do GP da Austrália e tudo volta a ser como era antes, menos a RBR de Vettel e os carros da Lotus que se arrastaram no final do grid.

Antes do GP, todo mundo esbanjava humildade – “terminar a corrida será tarefa para poucos”,”Melbourne é imprevisível” – a impressão que tínhamos era que no fim da primeira volta teríamos apenas 4 carros. O sentimento que vinha dos boxes era de que os carros não estavam prontos o suficiente para suportar uma corrida – a danada da confiabilidade, a palavra mais falada desde que o V6 surgiu no cockpit.

 

Largada em Melbourne marcou a abertura da temporada

Largada em Melbourne marcou a abertura da temporada

Ficou bem claro que a Mercedes tem um campeonato à parte, onde lutará apenas entre seus pilotos que não tem mais a política de seu antigo chefe, Ross Brawn, que tratava de deixar o circo pegar fogo. Creio que a equipe irá saber lidar com o momento para não jogar fora um título por motivos de brigas internas, assim como fez a McLaren anos atrás.

Foi visto também que os outros carros não estão tão ruins assim. Uma RBR chegando no pódio depois de uma pré-temporada de menos de 80 voltas completadas… Milagre?! Não! Existe sim problemas no RB10, mas eles podem ser completamente resolvidos até que a F1 chegue na Europa.

A McLaren andou bem como na pré-temporada. Bom rítmo e confiabilidade. Já na Williams, vimos que se tem um bom carro, porém não se deu bem com a água. Deixando seus pilotos sem uma boa posição de largada.

Ferrari está, como sempre, aquela incógnita. Não se sabe se é boa o suficiente, ou se Alonso vai ter que tirar leite de pedra por mais um ano.

Nos resta aguardar para ver.

Mar 12

Luz verde!

Depois de ler muita coisa referente as mudanças nas regras, pensando eu que já estava ciente de tudo, tive hoje o conhecimento de mais uma (se não bastasse). Durante os testes foram vistas nos carros uma luz verde acima do santantonio, pensava eu que tratava-se de algo voltado a controle de pista, bola fora!

A discreta luz na verdade tem a ver com o sistema ERS, um indicador visual de que o carro está ou não com carga de energia suficiente a provocar choques nos mecânicos, servindo de alerta a toda equipe de quando o carro pode ou não ser tocado.

Led verde indica que o carro pode ser tocado com segurança

Led verde indica que o carro pode ser tocado com segurança

Para evitar acidentes como o da Williams durante os testes de 2008,  a FIA emitiu nova regra para 2014 , todos os carros devem ser equipados com luz de sinal vermelho e verde abaixo da câmera superior. Quando ERS está armado carro não está seguro ao toque, apresentando a luz LED vermelha, e quando o carro é seguro tocar acende a luz verde.

Mar 02

Número novo, layout novo!

Felipe Massa divulgou ontem layout do seu “número da sorte”, brasileiro usará o 19 na atual temporada.Todos os pilotos terão números fixos o que facilitará bastante na identificação de cada um.

Vamos esperar que o número traga a sorte que o brasileiro precisa ter uma temporada constante e melhor que as anteriores do time grove.

"Número da sorte" foi o escolhido pelo brasileiro

“Número da sorte” foi o escolhido pelo brasileiro

– Este vai ser o meu #19, número que eu tanto gosto e que me acompanhou durante boa parte da minha carreira e vou ter o prazer de usá-lo a partir desse ano na Fórmula1. E ele vai estar comigo no meu carro, capacete, bonés e todos meus produtos… Gostaria de agradecer um grande amigo Rafaelo que fez esse trabalho tão legal e criou esse número. Que ele me traga muita sorte!!! – escreveu o brasileiro no Instagram.

Oct 12

Pilotos e equipes homenageiam Di Villota neste final de semana

A Marussia e diversos pilotos estão correndo com a ‘Estrela Vermelha’ que foi o símbolo usado pela ex-piloto na Fórmula 1

María Di Villota
O final de semana em Suzuka está sendo marcado pelas homenagem em que as equipes e pilotos estão realizando para a ex-piloto María di Villota, que foi encontrada morte na sexta-feira passada (11), em um quarto de hotel, em Servilha, Espanha. Após a Associação de Pilotos da Fórmula 1 (GPDA) confirmar um minuto de silêncio antes da largada para o GP do Japão, a Marussia e alguns pilotos estão usando a marca estampada de Di Villota, que é a ‘Estrela Vermelha’ em seus carros e capacetes.
A Marussia está usando o símbolo nos dois carros da sua equipe que devem ser guiados por Max Chilton e Jules Bianchi. Já os pilotos da Ferrari –  Felipe Massa e Fernando Alonso – estamparam a estrela nos seus capacetes. Outra dupla que prestou as devidas homenagens foi a da McLaren – Sergio Pérez e Jenson Button – que seguiram a mesma atitude dos ferraristas colocando a ‘Estrela Vermelha’ em seus helmos.

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Sep 14

A fila anda

Alonso_Kimi_Massa

O momento totalmente especulativo que envolve a F1 me trouxe a inquietação de expor o que penso sobre o futuro do Brasil na categoria. Sobre Kimi e Alonso juntos prefiro ser mais direto, pois todos são unânimes: teremos um ano difícil na Ferrari. Irão sofrer pela decisão tomada de ter dois pilotos de ponta disputando pontos importantes mas dividindo a equipe, já que os dois pilotos dentro da equipe de Maranello estarão destinados a disputar o título.

A Ferrari errou. Tinham outras formas de apertar o espanhol pela falta de seus resultados (a manutenção de Felipe massa era muito mais confortável para o piloto asturiano, porém faltou o brasileiro andar com resultados mais expressivos, tornando a vida do companheiro um pouco mais difícil). Além disso, o que vimos nos últimos dias pode ter sido uma resposta à insatisfação de Alonso com o carro (lembrando de quando Webber anunciou que sairia do acento do carro da RBR que o espanhol tentou fazer valer a fama de “melhor piloto do grid” para flertar com a equipe).

Sobrou para o representante brasileiro na F1 entrar na dança das cadeiras na metade do campeonato. Agora restaram duas opções que, ao meu ver, é melhor do que outras categorias nacionais. O brasileiro começa a movimentar o mercado na F1. Algumas semanas atrás eram apenas especulações. Agora, poucas vagas restam no grid e, para consegui-las, é preciso bem mais que talento.

Apr 15

Falta de interesse de São Paulo pela F1 é incompreensível

Estrutura do autódromo não é mais suficiente para logística da F1

Estrutura do autódromo não é mais suficiente para logística da F1

O ultimato foi dado a São Paulo por Bernie Ecclestone. Se a prefeitura não arrumar Interlagos, a Fórmula 1 deixa de vir ao Brasil antes mesmo do fim do contrato. O dirigente disse que a categoria ainda vem em 2013, mas se continuar do jeito que está não vem no próximo ano, que é o último do contrato entre a FOM e Interlagos.

Ecclestone também se queixou da falta de interesse dos gestores da cidade em continuar recebendo a Fórmula 1 por lá. Os motivos do desinteresse da gestão petista em São Paulo, além de desconhecidos, são incompreensíveis, porque, de acordo com a SPTuris – empresa de turismo da cidade -, o GP do Brasil movimenta cerca de R$ 230 milhões a cada ano, com suas dezenas de milhares de visitantes atraídos pelo evento, que dura um fim de semana.

Uma pesquisa divulgada pelo Observatório do Turismo de São Paulo diz 66,2% do público do evento veio de outros locais, sendo 11,4% oriundos de outros países, e que o gasto médio por turista brasileiro foi de R$ 2.446. Cada estrangeiro gastou em média R$ 3.851 e permaneceram uma noite a mais na cidade. Além disso, 62,1% dos visitantes se hospedaram em hotéis, pensões e albergues. Ainda de acordo com o Observatório do Turismo, 39,5% se locomoviam na cidade por meio de carros. Ou seja, carros alugados.

Os gasto dos turistas com a Fórmula 1 em São Paulo nos últimos quatro anos, inclusive, é maior que a média dos últimos oito anos e passa por uma crescente. Esses números são mais do que suficientes para comprovar que a F1 é de extrema importância para a economia de São Paulo.

O investimento exigido por Ecclestone de R$ 120 milhões em obras seria quase que dobrado logo no GP de inauguração do novo equipamento e garantiria a corrida no Brasil.

Apr 14

Vitória da estratégia de Alonso

O GP da China mostra que, com essa situação de pneus da F1, mais importante que largar na frente está sendo a necessidade de se definir a estratégia correta. Aliado a uma P3 na largada, Alonso sabia que tinha a melhor estratégia para o fim de semana e se garantiu nisso, que pode ser visto nos momentos em que o espanhol se viu atrás da Red Bull e manteve a calma.

Espanhol se convenceu de que tinha a melhor estratégia e deixou de lado o que a Red Bull poderia fazer

Espanhol se convenceu de que tinha a melhor estratégia e deixou de lado o que a Red Bull poderia fazer

Em outros momentos, seria tirado um esforço enorme, que – na maioria das vezes – daria em erro. Isso também é possível porque a RBR não tem aquele carro muito melhor ainda. Pode ser que o supercarro do Newey apareça ao longo da temporada, mas enquanto isso não acontece Vettel vai tendo um esforço maior que o habitual para se manter na liderança do Mundial.

O campeonato, por sua vez, três equipes vencendo nas três corridas, mas a diversidade não deve ser muito maior que essa. A prova em que a Mercedes tinha tudo para vencer era esta da China e, como isso não aconteceu, não dá para enxergar ainda uma vitória prata no horizonte. O que parece que veio para ficar foi a performance de Raikkonen, que se mantém entre os mais rápidos na maioria do tempo.

Foi bom também ver Button de volta. Fazendo milagre com a McLaren mais ou menos dele. Continuo acreditando que ele tem o melhor estilo de pilotagem para essa situação de pneus da F1 com a Pirelli, mas o momento da equipe não colabora para ele.

Já Felipe Massa fez uma corrida irregular, segundo ele, por causa dos macarrões (sobra de pneus) que grudavam nos pneus dele. Isso que me dá mais certeza de que o esforço dele servirá para ele restabelecer a carreira dele como piloto, pois isso é o máximo que ele deve conseguir nesta temporada, porque Alonso já mostrou que realmente está em boa fase psicologicamente falando, está bastante confiante, e não dará chance de ser vencido pelo brasileiro.

Apr 10

Será mesmo que a Red Bull não fará mais jogo de equipe?

E o Helmut Marko inventou de declarar que a Red Bull não mais dará ordens de equipe para ultrapassagens ou manutenção de posições entre seus pilotos. Não é a primeira vez que o consultor do time austríaco fala algo em nome da equipe. Algo que quem deve decidir é o chefe, neste caso Christian Horner, pois cai sobre ele a responsabilidade dos resultados. Estando errado ou não, quem sabe se um piloto deve ultrapassar seu companheiro são o chefe e o próprio driver que está na posição de trás.

Digo isso porque em 2010, Mark Webber insinuou que queria um jogo de equipe a seu favor, pois era o piloto mais bem pontuado do time nas corridas finais. Naquela época, o time não deu ordens de ultrapassagem, e o australiano ficou sem o título. Dirigentes rubrotaurinos encheram o peito para falar que não fariam jogo de equipe em detrimento à Ferrari, que já havia determinado Fernando Alonso como o único candidato ferrarista ao título daquele ano. Eles diziam que não é a política do time fazer jogo de equipe.

Não era naquele momento por motivos não declarados, mas de lá para cá, tanto em 2011 como em 2012, houve jogo de equipe, inclusive a favor de Webber. Porém essa não conta, pois não alterou o curso do campeonato nem favoreceu o piloto de verdade no GP do Brasil, que apenas cumpria o calendário da F1 em 2011.

Fiquei curioso e vou esperar para ver ao longo das 17 provas restantes se o que o consultor Marko falou se cumprirá.

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